quarta-feira, 14 de setembro de 2011

11 de Setembro

Mais um ano de comemorações institucionais, de mobilização social e de festa.
A Diada Nacional da Catalunya é o momento alto da catalanidade, que reforça através dos símbolos nacionais, da língua e dos festejos populares o sentimento de unidade e de pertença a uma região que se quer país. Resultem fortes ou não as palavras, os sentimentos estão lá e não é em vão que o presidente do Governo catalão vem para a rua reivindicar o início de uma nova transição. Não esqueçamos que última vez que esta palavra foi utilizada o estado espanhol saía da ditadura franquista. Este ano a efeméride foi marcada por uma nova afronta aos catalães, ao questionarem se seria útil o uso do catalão nas escolas, que é usual desde 1978.

Nas comemorações que tiveram palco no Arco do Triunfo (também existe um em Barcelona), existia um stand de promoção à selecção catalã de futebol, que devido à acérrima oposição da Real federação espanhola, só pode disputar um jogo por ano, normalmente no Natal. Em conversa com um amigo, adicionámos um ingrediente à equação: selecção de países não soberanos. A Catalunha não é um país independente. A Escócia, o País de Gales, a Irlanda do Norte, as Ilhas Faroe, só para me limitar geograficamente à Europa, também não o são. Mas têm selecções aceites pela estrutura da FIFA e que podem competir.

Afinal qual é o problema?




Cartaz promocional da Catalunha no Campeonato do Mundo (Brasil) em 2014


Bandeira "estelada", símbolo da independência


Manifestação


1 comentário:

  1. Essa foto da "selecçao" é tipo "Onde está o Wally"... certo?EHEHEHEHEH

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